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16 Jan 2026

Com reformas de Milei, Argentina registra superávit fiscal em 2025 pelo segundo ano seguido

16 Jan 2026

Como fundos da Reag foram usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master

16 Jan 2026

Acordo UE-Mercosul: como o agro brasileiro deve se beneficiar


O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul Os países da União Europeia e do Mercosul vão assinar neste sábado (15) o acordo de livre comércio, depois de quase 26 anos de discussões. A cerimônia acontece no Paraguai, com representantes de Argentina, Brasil e Uruguai, que compõem o bloco sul-americano, e da UE. Para valer, o tratado ainda terá que ser aprovado nos congressos dos países. Acordo pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul. Com isso, o setor poderá aumentar as vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa. As tarifas serão reduzidas gradualmente, em prazos que podem variar de 4 a 10 anos, a depender do produto. Itens como as carnes bovina e de frango terão cotas de exportação com imposto menor. São alimentos considerados "sensíveis" pelos europeus, pois competem diretamente com a produção local Contra essa competição, uma parte ruidosa dos produtores europeus protagonizou diversos protestos contra o acordo, mesmo depois do aval da UE, no último dia 9. Depois de votar contra, França ameaça adotar medidas 'unilaterais' se agro correr risco por acordo O acordo não envolve só o agro, mas este foi o ponto mais sensível ao longo das décadas de negociação do livre comércio. O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos. O acordo assume um peso ainda mais estratégico para o Brasil depois que as vendas do agro para os EUA despencaram em 2025, diante do tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump. A sobretaxa acabou sendo retirada em novembro ? mas quase metade das exportações do agro brasileiro ainda está submetida a ela. Além disso, recentemente, China e México, outros grandes compradores do Brasil, adotaram limitações para as importações de carne. E os EUA ameaçam taxar quem mantiver comércio com o Irã. Veja a seguir o potencial do acordo para o Brasil nos seguintes setores: carnes café soja E como as proteções aprovadas pela UE para o agro europeu incomodaram os produtores brasileiros. Veja dados das exportação do Brasil para a UE em 2025 Arte g1 ??Potencial para carnes Uma das principais tensões do acordo está no setor de carnes. Pecuaristas europeus, sobretudo da França e da Polônia, resistem ao tratado por temerem perder espaço para os sul-americanos, que podem ganhar competitividade no continente. Atualmente, a França lidera a produção de carne bovina na Europa, enquanto a Polônia ocupa a dianteira na produção de frango. O Brasil é o maior exportador global desses dois tipos de carnes e, há anos, consegue ofertá-los a preços mais baixos do que seus concorrentes. Atualmente, a carne bovina brasileira tem dois tipos de tarifação para ser comprada por países da UE, explica a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Uma delas é a cota Hilton, destinada a cortes nobres, que permite ao Brasil exportar 10 mil toneladas por ano com uma taxa de 20%. Esse percentual será zerado, caso o acordo seja aprovado. Outros tipos de carne bovina têm uma taxa menor, de 12,8%, mais 221,1 euros por 100 kg. Segundo a Abiec, se o acordo UE-Mercosul entrar em vigor, o Brasil deve deixar de pagar essa tarifa, já que passará a ter uma nova cota de exportação em conjunto com os demais países do Mercosul. Pelo tratado, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão exportar, juntos, até 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%. O volume é bem menor do que as 128 mil toneladas que o Brasil exportou, sozinho, para a UE no ano passado. Sueme Mori, da CNA, avalia que essa cota é pequena, mas que o acordo em si eleva o nível da relação entre os parceiros comerciais e faz com que o Mercosul passe a ser um parceiro preferencial da União Europeia. Uma lógica semelhante vai funcionar para as carnes de aves, explica a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Hoje, o setor conta com diferentes cotas de acesso à União Europeia: no caso do frango in natura, por exemplo, o país pode exportar 15.050 toneladas com tarifa zero, enquanto os volumes excedentes pagam 1.024 euros por tonelada. Com o acordo, o Brasil terá, junto com os outros países do Mercosul, uma cota anual de exportação de 180 mil toneladas com tarifa zero. Ela vai começar em um nível menor no primeiro ano e vai sendo aumentada em parcelas anuais iguais até chegar ao total, no sexto ano, detalhou a ABPA. No entendimento da associação, as exportações brasileiras de frango que ocorrerem fora da cota do tratado continuarão sujeitas às regras tarifárias atualmente em vigor. "O que teremos com o Mercosul é outra cota, será adicional", disse a associação. "Se o acordo for implementado com previsibilidade e respeito às regras, há espaço concreto para aumento das exportações brasileiras de carne de frango", concluiu a ABPA. Nesta sexta-feira, a associação afirmou que o acordo representa "um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais". Em 2024, a UE foi apenas o oitavo maior comprador de carnes brasileiras. ?? Potencial para o café solúvel O café é o segundo produto brasileiro mais vendido para a UE em valor exportado, depois da soja. O café em grão ? que representa 97% das vendas do setor à UE ? já entra na Europa sem tarifa. Mas, atualmente, o bloco aplica uma taxa de 9% sobre o café solúvel e de 7,5% sobre o torrado e moído, afirma o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos. "O nosso maior concorrente em café solúvel, o Vietnã, já tem tarifa zero. Então, o acordo pode tornar nosso solúvel mais competitivo na Europa", destaca Matos. O acordo UE-Mercosul prevê que as tarifas do café solúvel e torrado e moído zerem em 4 anos. Matos reforça que um acordo comercial é "muito mais do que exportação". Segundo ele, se o tratado for para a frente, há possibilidades de grupos empresariais europeus investirem ainda mais na indústria de café do Brasil. As donas do café: marcas populares no Brasil pertencem a empresas estrangeiras; saiba quem são ?? Nada muda para a soja O acordo, no entanto, não deverá ter impacto para a soja, que é o produto do agro brasileiro mais exportado para a União Europeia. Isso porque ela já conta com tarifa zero tanto para o grão, como para o farelo, explica o diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan Amaral. "Esse tratamento se mantém há muitos anos. Por essa razão, o acordo Mercosul-UE não altera o cenário tarifário da soja", afirma Amaral. Ainda assim, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) considerou que "o acordo poderá proporcionar maior previsibilidade aos exportadores, reduzir custos e ampliar a priorização dos produtos brasileiros, reforçando a competitividade do país nesses mercados". Blindagem do agro europeu incomodou As chamadas salvaguardas, uma série de regras aprovadas pela UE no início de dezembro para proteger o agro europeu, incomodaram produtores brasileiros. Em resumo, elas preveem que os benefícios tarifários do Mercosul no acordo podem ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso esteja prejudicando algum setor do agro local. Ainda em dezembro, a diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Sueme Mori, disse que as salvaguardas são preocupantes. Isso porque elas podem limitar as exportações brasileiras para o mercado europeu, o que é contraditório, em um momento em que se espera assinar um acordo de livre comércio. Ela esclareceu que as salvaguardas não serão acrescentadas ao acordo que foi negociado entre as partes e deverá ser assinado em breve, mas que farão parte de um regulamento interno da UE. Na prática, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de 3 anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios. Na proposta original da comissão, divulgada em outubro, esse limite era maior, de 10%. Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis. "Isso permite à União Europeia aplicar penalidades de forma muito mais rápida, dando menos tempo aos países do Mercosul para se explicarem e se defenderem", diz Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A comissão também propôs uma nova regra que obriga os países do Mercosul a adotar as mesmas normas de produção exigidas na União Europeia. Segundo Munhoz, essa cláusula não estava prevista no acordo original e pode gerar insegurança jurídica. "A UE pode questionar, por exemplo, se o Brasil usar defensivos agrícolas ou fertilizantes que não são utilizados na Europa", exemplificou. Para a ABPA, essas proteções não eliminam o potencial de exportação, mas podem ter algum efeito sobre a previsibilidade, dependendo de como forem aplicadas. "Do ponto de vista do Brasil, o que defendemos é que qualquer salvaguarda seja estritamente técnica, transparente e baseada em critérios objetivos, de forma a não transformar um mecanismo excepcional em barreira disfarçada", disse a ABPA, ao g1. UE também ganha O tarifaço de Trump também atingiu a UE e este foi um ponto crucial para que o acordo tenha sido defendido também por países europeus, sobretudo Alemanha e a Espanha, apesar da oposição liderada pela França. Lula agradece à Espanha por apoio a acordo Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia também foram contrários ao acordo nesta sexta, segundo a Reuters. O grupo, entretanto, não conseguiu o apoio mínimo para barrar o tema, com outros 21 países votando a favor, também de acordo com a agência. A Bélgica se absteve. A decisão provavelmente ficou com a Itália, cujo posicionamento sobre o acordo oscilou nos últimos meses. Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil Para destravar a negociação, além de aprovar as salvaguardas para proteger o agro europeu, a UE prometeu reduzir tarifas de fertilizantes, o que reduziria custos de produção. Com o livre comércio com o Mercosul, a UE poderá aumentar exportações de carros, máquinas e produtos químicos, além de itens agrícolas, como queijos e vinhos, para o Mercosul. E também reduzir a dependência da China na área de minerais. Mesmo derrotada, a França ameaçou adotar medidas 'unilaterais' se o seu agro correr risco. Acordo que se arrasta desde os anos 90 O acordo de livre comércio UE-Mercosul não vale apenas para produtos agrícolas, mas este setor tem protagonizado boa parte dos embates. As discussões começaram em 1999 e foram paralisadas depois de um acordo inicial alcançado em 2019. As conversas só foram retomadas em 2024, a pedido da Comissão Europeia. O acordo foi, então, anunciado no fim de 2024, o que encerrou o período de negociações e inaugurou o de aprovações pelos países. ?É um acordo que envolve praticamente 722 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB). É uma coisa extremamente importante, possivelmente seja o maior acordo comercial do mundo", disse o presidente Lula, em novembro, durante o G20 ? grupos das maiores economias do mundo.
16 Jan 2026

Trump ameaça taxar países contrários a plano dos EUA de comprar Groenlândia


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que poderá impor uma tarifa aos países que não apoiarem seu plano de adquirir a Groenlândia, território autônomo que faz parte da Dinamarca. O republicano não detalhou, no entanto, de quanto seria essa tarifa ou como as taxas seriam cobradas. "Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional", disse Trump em um evento de saúde na Casa Branca. O presidente americano tem ameaçado anexar a Groenlândia aos EUA desde que tomou posse para seu segundo mandato, um ano atrás. Segundo o republicano, o território é "vital" para o Domo de Ouro, escudo antimísseis que ele deseja construir para proteger o país. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!", escreveu Trump em uma publicação recente em seu perfil no Truth Social. ENTENDA MAIS ABAIXO Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro; INFOGRÁFICO Situada entre os EUA e a Rússia, a Groenlândia é vista há muito tempo como uma área de grande importância estratégica, particularmente no que diz respeito à segurança do Ártico. Os EUA já possuem uma base militar na ilha, mas reduziram drasticamente sua presença no país. Diante das recentes ameaças de Trump, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a Groenlândia na última quinta-feira (15). De acordo com o governo alemão, a missão foi solicitada pela Dinamarca ? que atualmente tem a custódia da Groelândia ? para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região. Em resposta, a porta-voz do governo dos EUA, Karoline Leavitt, afirmou que o envio das tropas europeias para a região não muda a posição de Trump. ?Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia?, disse na véspera. No início desta semana, o republicano havia zombado das capacidades defensivas da ilha do Ártico, afirmando que os EUA a obterão "de um jeito ou de outro". "Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas a teremos de um jeito ou de outro. (...) A Groenlândia deveria fazer um acordo [com os EUA], porque eles não querem ver a Rússia ou a China dominar. (...) E sabe qual a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros", afirmou Trump na ocasião. Trump durante entrevista nesta sexta-feira (16) Nathan Howard/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
16 Jan 2026

Novo Volkswagen Taos chega ao Brasil a partir de R$ 199.990; veja o que mudou

Novo Volkswagen Taos 2026 reformula visual para peitar rivais O novo Volkswagen Taos chega ao Brasil em 22 de janeiro, com preço inicial de R$ 199.990. O modelo traz profunda atualização visual, mais conectividade e tudo isso chega com objetivo de alavancar as vendas fracas do utilitário, quando comparadas ao que conseguiram Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), estas foram as vendas dos principais concorrentes do Taos em 2025: ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Jeep Compass: 61.255 unidades emplacadas; Toyota Corolla Cross: 59.674 unidades em placadas; Chery Tiggo 7: 38.438 unidades emplacadas; Volkswagen Taos: 12.920 unidades emplacadas. Em comparação com seus principais concorrentes, o Corolla Cross e Jeep Compass venderam quase 5 vezes mais que o Taos em 2025, enquanto o modelo da Volks só supera as vendas do líder do segmento ao somar todos os emplacamentos de 2021 a 2025. Nesse acumulado, o SUV médio da Volkswagen registrou 65.944 unidades vendidas e supera em 7% o que o Jeep Compass conseguiu somente no ano passado. Este novo Taos faz parte de uma lista de modelos que recebem atualizações no meio do ciclo de vida, sem ganhar mais potência ou um novo motor, mas com mudanças sutis no visual e na mecânica. Com isso em mente, o SUV médio da Volkswagen manteve o motor 1.4 turbo de 150 cv. Embora o conjunto continue o mesmo, o câmbio foi substituído por um novo de oito marchas. A proposta não é aumentar a velocidade, mas reduzir o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões. Por fora, no entanto, há várias mudanças. A principal está na dianteira, onde a entrada de ar superior foi reduzida, o que levou ao redesenho do para-choque. O resultado é um visual mais moderno e minimalista, alinhado ao perfil de um mercado competitivo, especialmente frente aos SUVs chineses de preço agressivo. Volkswagen Taos 2026 por fora Enquanto a parte superior foi afinada, a entrada de ar inferior ficou maior e recebeu acabamento preto, o que ajuda a deixá-la mais discreta. Olhando para dentro de casa, o Taos agora se alinha aos SUVs mais recentes, como Nivus e T-Cross, que adotam uma faixa luminosa conectando os faróis na parte superior da dianteira, em vez de na metade da entrada de ar. Além disso, os faróis ficaram mais estreitos, reforçando a aposta em elementos de design minimalista. Na traseira, há agora uma faixa de iluminação que conecta as lanternas ? uma tendência já adotada anteriormente pelos modelos T-Cross e Nivus. Taos tem central multimídia menor Por dentro, duas mudanças importantes chamam atenção. A primeira é a central multimídia, que deixou de ser integrada ao console e agora fica destacada, seguindo o mesmo estilo adotado pelo Tera. Volkswagen Taos 2026 por dentro Em outras palavras, enquanto no Taos anterior o display ficava embutido, na nova versão ele se assemelha a um tablet projetado para fora ? uma abordagem mais próxima dos modelos chineses, que valorizam a central multimídia como elemento de destaque. Ao contrário dos modelos chineses, a central multimídia do Taos perdeu espaço. Além de apresentar bordas maiores em relação à versão anterior, a tela passou de 10,25 para 10,1 polegadas. A redução é de cerca de 1,5%, mas vale destacar que diminuir o tamanho da tela não é algo comum no segmento. A segunda mudança está nos comandos do volante. Eles mantêm o mesmo formato, mas voltam a ser botões físicos, eliminando a sensação de tela sensível ao toque. Por outro lado, o ar-condicionado continua com controle por toque, reconhecendo o movimento do dedo ? ao menos os ajustes permanecem fora da central multimídia. A Volkswagen ainda não revelou o preço nem a data de lançamento, mas é pouco provável que o Taos fique para 2026. Versões e itens de série O Volkswagen Taos será vendido no Brasil em duas versões: Comfortline e Highline. Estes são os itens de série do Volkswagen Taos Comfortline, que custa R$ 199.990: Seis airbags; Oito alto-falantes; Rodas aro 18 polegadas; Ar-condicionado com duas zonas e saída traseira; Banco com ajustes elétricos para o motorista; Central multimídia de 10,1 polegadas; Conectividade com aplicativo para funções remotas; Farol com projetor inteligente; Logo traseiro iluminado; Piloto automático adaptativo. Já o Volkswagen Taos Highline, que custa R$ 209.990, conta com todos os itens anteriores e adicionam os seguintes: Rodas ato 19 polegadas; Teto solar panorâmico; Sistema de som com subwoofer; Faróis dianteiros interligados; Detector de ponto cego; Assistente de tráfego cruzado; Freio automático de emergência. Jáo
16 Jan 2026

Acordo Mercosul-UE: governo lança painel para empresas identificarem oportunidades de exportação


Acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul foi aprovado depois de 26 anos de negociação Reprodução/TV Globo O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta semana o Painel de Oportunidades Mercosul-União Europeia, plataforma digital que reúne dados do comércio entre os dois blocos e permite identificar as oportunidades criadas pelo acordo comercial. ??Acesse aqui o painel desenvolvido pelo governo para ajudar os exportadores A expectativa é que a assinatura do acordo de livre comércio seja formalizada neste sábado (17), no Paraguai, para que o tratado entre em vigor no segundo semestre deste ano. Nesta sexta (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrará a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no Rio de Janeiro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o governo, a nova ferramenta vai consolidar informações sobre países compradores, produtos exportados pelo Brasil, distribuição regional das exportações, tarifas aplicadas e cronograma de redução tarifária previsto no acordo, com o objetivo de apoiar a atuação de exportadores brasileiros e orientar políticas públicas de comércio exterior. ?O acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado pelo Mercosul. Para que ele alcance todo o seu potencial, é necessário transformar os compromissos assumidos em oportunidades concretas", afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. "O Painel representa uma primeira contribuição em um esforço contínuo de implementação do acordo a partir de sua assinatura. Ele organiza informações estratégicas e as coloca à disposição de quem decide, produz e exporta?, prosseguiu. Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel funciona como instrumento de política pública para democratizar o acesso à informação, reduzir assimetrias e apoiar decisões de empresas, estados e entidades setoriais. A visualização por Unidade da Federação, por exemplo, permite identificar como cada estado já se insere no mercado europeu e onde estão as novas possibilidades de expansão, alinhando a política comercial ao desenvolvimento regional. Com filtros que cruzam estado e produto, o painel apoia o planejamento estratégico e contribui para decisões baseadas em dados. ?Ao dar transparência aos ganhos tarifários, aos prazos de eliminação das tarifas, e aos fluxos comerciais, a ferramenta fortalece a implementação do acordo e orienta políticas públicas de apoio às exportações?, destacou a secretária Tatiana Prazeres. Mercosul assina acordo com a UE neste sábado (17)
16 Jan 2026

A história do chope no Brasil: como bebida trocou os modos europeus pelo 'borogodó' carioca


Os cariocas elegeram o chope como parte de um modo de vida que inclui bate-papo com amigos, convívio com vizinhos, paquera e torcida pelo time do coração Getty Images via BBC Entre brasileiros, a palavra mágica é transmitida de geração em geração. "Vou tomar um chopp e já volto", diz o Chefe de Polícia, personagem de O Império da Lei, peça satírica em três atos publicada pelo jornal Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, em 1883. "Garçom, uma cerveja / Só tem chope", cantou a banda Blitz em Você não soube me amar, quase um século depois. A bebida citada no texto teatral do século 19 e no rock'n'roll do século 20 é a mesmíssima: cerveja não pasteurizada e tirada na hora, sob pressão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As características variam: clara ou escura, com ou sem colarinho de espuma. Uma única regra não escrita, mas sagrada em qualquer botequim do território nacional, deve ser observada. O chope deve ser servido estupidamente gelado, com as quantidades certas de gelo e estupidez variando ao gosto do freguês. Associado a papo, futebol, samba e outras atividades correlatas, o chope disputa com a cerveja propriamente dita, sua irmã pasteurizada e engarrafada, o título de bebida nacional. No Centro do Rio, o Bar Amarelinho, espécie de ícone nacional da bebida, orgulha-se de servir "o chope mais gelado da Cinelândia". "O chope é nosso carro-chefe desde 1921", diz o gerente João Batista Alves Fernandes, 45 anos, em conversa com a BBC News Brasil por telefone. Cearense de Reriutaba, ele trabalha no bar há 23 anos. O Amarelinho, no Rio, tornou-se uma espécie de ícone nacional do chope Divulgação A fama do Amarelinho, segundo Fernandes, reside no emprego de uma serpentina manual de 200 metros de cobre, que permite a obtenção de um "colarinho cremoso". Diferentemente de outros bares tradicionais do Centro do Rio, a casa resistiu às obras do metrô na Cinelândia, na primeira metade dos anos 1970, e à pandemia do coronavírus no início dos anos 2020. O chope do Amarelinho atrai presidentes da República, governadores, parlamentares e artistas. O acompanhamento pode variar: frango à passarinha, filé mignon, carne de sol e aipim. A demanda atinge o pico de dezembro a março, quando a temperatura pode superar 40ºC na Cidade Maravilhosa. "No verão, as pessoas saem dos escritórios ao final do expediente e vêm bater papo e tomar chope", conta Fernandes. Hábito foi introduzido em 1808 pela corte portuguesa A produção e o consumo de chope no Brasil começaram a partir de 1808, quando a família real portuguesa se instalou no Rio, explica Carlo Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte. "Dom João [então príncipe regente de Portugal] manda instalar as primeiras cervejarias na região da Serra Fluminense", afirma Bressiani, falando de Blumenau (SC) à BBC News Brasil por telefone. "O ambiente serrano era fundamental, uma vez que o calor na cidade do Rio tornava muito difícil controlar a fermentação." Na época, não existia diferença entre cerveja e chope. Produção nacional de cerveja começou na Serra Fluminense, explica Carlo Bressiani Arquivo pessoal A pasteurização passou a ser empregada na indústria de bebidas somente a partir da segunda metade do século 19. Antes da adoção do processo, o produto podia ser armazenado por, no máximo, um mês. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que regulamenta a produção de bebidas, não faz distinção entre as variantes pasteurizada e não pasteurizada ? ingredientes e processo de fabricação descritos pelas normas da pasta compreendem cerveja e chope, indistintamente. Segundo os dicionários Aurélio, Houaiss e Michaelis, o nome deriva da palavra alemã Schoppen, que pode ser traduzida como "copo (de cerveja)". Em alemão, porém, o termo designa o recipiente ? que pode ser usado para beber cerveja ou vinho. Da mesma forma, em francês, a palavra chope quer dizer "caneca de cerveja", mas a ênfase recai sobre o tipo de vasilhame, não na bebida ou na quantidade. É nessa acepção de receptáculo, aliás, que o termo é empregado pela primeira vez na imprensa brasileira como substantivo comum. Na edição de 30 de outubro de 1875 da Gazeta de Notícias, uma relação de prêmios de um páreo de turfe informa: "1º [prêmio] um chopp de prata dourada com relevo; 2º [prêmio] um par de botões de ouro para punhos". Primeiras fábricas foram instaladas por migrantes alemães Se a corte portuguesa difundiu o hábito de beber chope, a bebida permaneceu por muitos anos como artigo de luxo, acessível apenas às classes abastadas. Anos depois da Independência, a maior parte da cerveja consumida no Brasil era importada ? e, portanto, cara demais para os brasileiros comuns. O preço elevado devia-se não apenas à inexistência de tecnologia e profissionais treinados, mas à carência de matérias-primas essenciais como o lúpulo. As flores femininas do lúpulo, conhecidas desde a Antiguidade, tiveram suas propriedades conservantes e antissépticas descritas pela primeira vez pela monja Hildegard von Bingen, a Santa Hildegarda da Igreja Católica, no século 12. Os primeiros cervejeiros brasileiros fracassaram nas tentativas de substituir o lúpulo por ervas nativas de diferentes regiões. A dependência do produto importado da Europa fez com que, quase um século mais tarde, muitas cervejarias brasileiras fechassem durante a Primeira Guerra Mundial. Fábricas de cerveja foram instaladas por migrantes alemães que passaram a afluir ao país a partir de 1824. Em 27 de outubro de 1836, um anúncio publicado no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, referiu-se pela primeira vez à "cerveja brasileira" ? um marco do início da produção industrial. Com a crescente urbanização e a consolidação do ramo de bebidas, o chope tornou-se centro de uma verdadeira subcultura que tem seu epicentro no Rio de Janeiro. Em outras capitais a bebida também desfruta de prestígio. Em São Paulo, é a principal atração da carta de bebidas do Bar Brahma, reduto boêmio encravado na simbólica esquina das avenidas Ipiranga e São João. Nos botequins do Centro e do Savassi, em Belo Horizonte, no circuito cervejeiro do São Francisco, em Curitiba, ou no eixo Pituba-Rio Vermelho-Dois de Julho-Barra, em Salvador, o chope é servido e sorvido com honras. Mas foram os cariocas que a elegeram como parte de um modo de vida que inclui bate-papo com amigos, convívio com vizinhos, paquera e torcida pelo time do coração. Estupidamente gelado: assim deve ser o chope para o brasileiro Getty Images via BBC Sem pasteurização, aumenta a percepção de sabor As primeiras cervejas brasileiras dificilmente agradariam ao paladar do consumidor contemporâneo. "Quanto mais você recua na história, maior é a contaminação presente na cerveja", afirma Bressiani, da Escola Superior de Cerveja e Malte. Na primeira metade do século 19, a bebida era mais ácida e avinagrada, e o controle microbiológico, inexistente. "A melhor cerveja já produzida é a cerveja de hoje", diz Bressiani. Sem pasteurização, o chope da atualidade aproxima-se, em termos de composição química, da antiga cerveja. Reside nesse detalhe, aliás, uma das chaves de seu sucesso junto ao público.A eliminação de microrganismos resultante do processo de pasteurização tem uma consequência do ponto de vista sensorial: a perda de sabor. "O chope sempre será mais saboroso do que a cerveja porque, em certa medida, é uma cerveja viva", explica Bressiani. Ironicamente, a refrigeração, necessária para conservação da bebida e que resulta na baixa temperatura tão apreciada pelos brasileiros, também compromete a degustação. Ao ser ingerido gelado, o líquido provoca vasocontrição, atenuando a percepção do sabor. Além disso, a refrigeração faz com que os aromas da bebida sejam mais solubilizados (conservados dentro da solução) e menos liberados no ar. Essa é a razão pela qual muitos brasileiros, ao consumir o produto no exterior, julgam-no mais perfumado. No hemisfério norte, a regra do "estupidamente gelado" não tem esse apelo. "Nessas regiões, o chope é consumido à temperatura ambiente como qualquer bebida comum, mesmo no verão", diz o diretor da ESCM. Evandro Mesquita: 'Chope e batata frita era o cardápio da mesada' Música composta por Evandro Mesquita (foto), Ricardo Barreto, Guto e Zeca Mendigo é a mais célebre canção brasileira a fazer referência ao chope Divulgação Ou seja, diferentemente da Europa, cerveja e chope são sobretudo bebidas refrescantes no Brasil. Nesse quesito, estão a salvo da concorrência dos destilados e de boa parte dos vinhos, que não combinam com baixas temperaturas. A partir da Segunda Guerra Mundial, o mercado cervejeiro no Brasil ampliou-se graças ao barateamento da produção. A estabilização da moeda nos anos 1990 e a fusão das gigantes Brahma e Antarctica no conglomerado Ambev na virada do século 21 tornaram a bebida mais acessível. Essa metamorfose abriu caminho para investimentos massivos em marketing, que fizeram da "propaganda de cerveja" um gênero privilegiado da publicidade brasileira. Hoje, o Brasil ocupa a terceira posição no mercado global de cerveja, atrás da China e dos Estados Unidos. Ainda assim, em termos de consumo anual per capita, o Brasil, com 211 milhões de habitantes, atinge 67 litros ? pouco mais da metade da Chéquia, com 10,8 milhões de habitantes e 128 litros anuais. A realidade era muito diferente no final dos anos 1970, quando Evandro Mesquita compôs, em parceria com Ricardo Barreto, Guto e Zeca Mendigo, a mais célebre canção brasileira a fazer referência ao chope. O rock Você não soube me amar nasceu nessa época nas areias de Saquarema (RJ), o "Maracanã do surfe", segundo relata Evandro à BBC News Brasil. Com a formação da banda Blitz, que tinha Evandro, Márcia Bulcão e Fernanda Abreu nos vocais, surgiu a ideia do célebre diálogo em que um cliente pede "Garçom, uma cerveja" e o garçom responde "Só tem chope". Do sucesso avassalador nas rádios do Rio à gravação de um clipe para o programa Fantástico, da TV Globo, a Blitz fez história. "A gente não veio naquela onda de figurino preto, como era comum no rock'n'roll", reflete Evandro, falando à reportagem por telefone. A letra, segundo o compositor, é uma "radiografia do underground do Rio de Janeiro dessa época, sobre o que acontecia com o pessoal que não estava se encaixando nos modos de vida que ofereciam para a gente". "Chope e batata frita eram o cardápio da mesada, era o que dava para a gente oferecer à namorada, o mais simples. Nas mesas, era paixão, chope e batata frita", explica o compositor. A situação retratada na música não reflete, porém, os hábitos do próprio autor, adepto de um estilo de vida saudável e natural desde a juventude. A reportagem pergunta-lhe como reagiria ao ouvir de um garçom a informação contida em Você não soube me amar. "Eu diria: 'Então me dá uma limonada'."
16 Jan 2026

Ferramenta que impede abertura de contas falsas deve alcançar um milhão de adesões neste mês, diz Banco Central


Lançada em dezembro de 2025, a ferramenta do Banco Central que permite ao cidadão bloquear a abertura de contas bancárias em seu nome, chamada de BC Protege+, deve alcançar um milhão de adesões até o fim deste mês. Até esta quinta-feira (15), o Banco Central havia registrado 716 mil ativações. Mantido o ritmo atual, de 18 mil novos usuários por dia, a estimativa da instituição é de que a marca de um milhão de adesões seja atingida nas próximas semanas. "O BC Protege+ é, ao mesmo tempo, um serviço para cidadãos e um serviço que contribui para promoção da integridade do sistema financeiro", afirmou a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Izabela Correa. Segundo o BC, a ferramenta aumenta a segurança dos cidadãos contra fraudes e golpes, permitindo bloquear a abertura de novas contas bancárias em seu nome. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A iniciativa foi criada pela autoridade monetária para reduzir riscos de crimes financeiros e reforçar a confiança no sistema bancário. Além disso, o sistema oferece ao cidadão a possibilidade de consultar dois históricos: o das ativações e desativações realizadas pelo próprio usuário e o das consultas feitas pelas instituições financeiras ao seu status no BC Protege+. Passo a passo Para fazer o bloqueio, é preciso: Acessar o site do BC; Entrar no ?Meu BC?; Colocar o login e a senha do gov.br; e Ativar o BC Protege+. BC lança ferramenta para bloquear abertura de contas ? A restrição para abertura de contas será comunicada de maneira automática pelo Banco Central a todas as instituições financeiras. ?O bloqueio vale para abertura de conta-corrente e poupança. Só não funciona para conta salário, aquela aberta exclusivamente para o empregado receber o pagamento. ? O serviço é grátis e poderá ser cancelado pelo próprio usuário, caso ele decida abrir uma nova conta. Sede do Banco Central em Brasília Reprodução/TV Globo
16 Jan 2026

Programa de Elon Musk que prometia economia trilionária aos EUA deu prejuízo de US$ 10 bilhões, diz estudo


Elon Musk usa camiseta com a inscrição DOGE na Casa Branca, em março de 2025 AP Foto/Jose Luis Magana Um levantamento feito por uma organização de funcionários públicos dos Estados Unidos revelou que o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, que foi comandado por Elon Musk durante os primeiros meses de governo Trump, gastou 10 bilhões de dólares ao afastar mais de 154 mil funcionários federais sob regime de licença remunerada, quase 7% do funcionalismo civil do país. O Peer, sigla em inglês para Public Employees for Environmental Responsibility, demonstrou uma contradição, já que o departamento foi criado na segunda gestão Trump, para poupar gastos do governo e buscar eficiência governamental. De acordo com o levantamento, mais de 154 mil servidores federais foram colocados em licença remunerada ao longo de 2025 Na prática, o governo continuou pagando salários de funcionários que estavam afastados e sem trabalhar. ?Gastar mais de US$ 10 bilhões do dinheiro do contribuinte para impedir pessoas de trabalhar é uma forma absurda de administrar o governo?, afirmou Peter Jenkins, assessor jurídico da Peer, para o The Guardian. LEIA TAMBÉM: Musk se gabou de eficiência e prometeu cortar US$ 2 trilhões no governo, mas sai com menos de 10% realizado; veja cifras Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele destacou que o afastamento ocorreu mesmo em um cenário de falta de pessoal em órgãos essenciais, como o Serviço Nacional de Parques. Entre os servidores colocados em licença remunerada estão funcionários da Agência de Proteção Ambiental dos EUA que atuam na área de justiça ambiental e que, segundo a organização, vivem hoje um impasse jurídico. A organização afirma que o uso prolongado dessas licenças viola a Lei de Licença Administrativa, que limita o afastamento remunerado a até dez dias úteis por ano, com exceções restritas. A organização sustenta que a estratégia do governo burlou a legislação ao criar novas categorias de licença para contornar esse limite. A responsabilização, porém, é considerada difícil. Especialistas apontam que a combinação de regras complexas, falhas na regulamentação da lei e mudanças administrativas criou o que classificam como um ?buraco negro de prestação de contas?. A entidade apresentou uma denúncia ao órgão responsável por fiscalizar gastos públicos do governo federal. Se for confirmada a irregularidade, dirigentes de agências poderiam ser punidos, mas a abertura de processos depende de autoridades ligadas ao próprio governo. Para pesquisadores que acompanham o tema, manobras administrativas e lacunas legais ajudaram a manter o programa em funcionamento. ?Há estratégias que tornam extremamente difícil levar o caso aos tribunais ou a órgãos de controle, e isso explica por que a política avançou?, afirmou Madeline Materna, pesquisadora da Universidade Stanford.
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