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27 Jan 2022

Quem é o novo investidor na Bolsa de Valores?


Conheça o perfil de quem investe hoje no Brasil e quais são seus principais interesses e motivações. Em 24 de novembro de 1859, o naturalista britânico Charles Darwin publicou ?A Origem das Espécies?, obra que inaugurou o conceito de biologia moderna por meio da famosa Teoria da Evolução. A tese, a grosso modo, é que cada espécie teria se originado de outra por meio do processo de seleção natural, em que apenas aquelas com mais capacidade de adaptação ao meio sobreviveriam e gerariam descendentes. Com isso, criariam linhagens cada vez mais fortes e que seguiriam no processo de evolução. Bacana, mas por que essa aula de biologia na introdução do nosso bate-papo? Basicamente, porque todos os dias, de várias formas, comprovamos essa teoria por meio de nossas atitudes, inclusive as financeiras. Quer um exemplo? Os anos de 2020 e 2021 indicam que a escassez pode transformar a mentalidade de consumo e a relação com o dinheiro. Segundo o 4º Raio X do Investidor Brasileiro, edição 2021, publicado pela Ambima, 56% das pessoas conseguiram guardar algum dinheiro em 2020, o que significou gastar menos e, vejam só, poupar mais. Mas chega de dar spoilers. A partir de agora você confere esses dados, quem é o novo investidor e como essa realidade se reflete especificamente na Bolsa de Valores. Bora lá! Infográfico IF Divulgação E aí, você faz parte do time de investidores que só vem crescendo ano a ano? Ainda tem dúvidas e não está seguro pra começar? Seja como for, a Inteligência Financeira foi feita pra você. Nossa plataforma tem informações sempre atualizadas sobre o mercado, além de uma área de aprendizados pra você aprender cada vez mais! Te esperamos lá!
27 Jan 2022

Empresário de Manaus consulta sistema do Banco Central e descobre cerca de R$ 2 mil a receber de banco


Luiz Eduardo Leal contou ao g1 que valor deve ser usado para pagar despesas de uma viagem recente e para o casamento que está organizando. Empresário Luiz Eduardo Leal acessou sistema do Banco Central e descobriu quase R$ 2 mil para receber em conta antiga. Arquivo Pessoal Um empresário de Manaus consultou o sistema disponibilizado pelo Banco Central para verificar valores a receber de bancos e demais instituições financeiras e descobriu quase R$ 2 mil disponíveis. Luiz Eduardo Leal contou ao g1 que consultou de maneira despretensiosa, para saber se teria algo a receber. Quando o sistema foi liberado para consulta, na última segunda-feira (24), Leal entrou no site do Banco Central e, para sua surpresa, viu que tinha R$ 1.984,00 para receber. ?Era uma conta antiga, da época que era adolescente, época de escola. Fui ver e aí estava lá o dinheiro. Não estava esperando. Essa conta ficou abandonada lá, tanto que nem lembro a senha?, disse o empresário. Apesar de ter visto o valor a receber, Leal contou que ainda não conseguiu transferir para sua conta, pois o sistema foi tirado do ar após um grande número de acessos provocar instabilidade e queda em sites do Banco Central. O empresário disse ainda que se sentiu feliz ao saber que tem o dinheiro para receber e afirmou que o valor veio em uma boa hora. ?Eu acabei de voltar de uma viagem para o Sul do país e estou em planejamento do meu casamento. Uma parte vai para pagar a viagem que fiz e a outra vai para o casamento. Ainda bem que eu vi em vida. Já aconteceu na minha família de fazer inventário de pessoas que faleceram e nem ele saber que tinha conta com dinheiro. É uma sensação gostosa saber que tem um dinheiro que você não contava e ele chegar em uma boa hora?, finalizou Leal. Sistema para consulta de valores a receber de bancos e instituições O Banco Central disponibilizou o sistema para que pessoas e empresas possam consultar se têm algum valor a receber de bancos e demais instituições financeiras, na última segunda-feira (24). Um dia depois, o sistema foi tirado do ar após um grande número de acessos provocar instabilidade e queda em sites do Banco Central. BC cria sistema para cliente saber se tem dinheiro retido em banco Ainda de acordo com o Banco Central, apesar da instabilidade no sistema, 79 mil cidadãos conseguiram acessar entre segunda e terça-feira e concluir 8,5 mil solicitações de devolução. Esses pedidos somam cerca de R$ 900 mil e, segundo o Banco Central, "serão transferidos via PIX em até 12 dias úteis". "O lançamento do Sistema Valores a Receber (SVR) gerou demanda de acessos muito acima da esperada, o que provocou instabilidade em sua página e também nos sites do BC, do Registrato e Minha Vida Financeira. Para estabilizar esses sites, o BC suspendeu temporariamente o acesso ao SVR", informou o Banco Central em nota divulgada na tarde desta terça. Como funciona o serviço O serviço permite que pessoas e empresas consultem se têm valores a receber de instituições financeiras das quais já tenham sido clientes. Esses valores são, por exemplo, depósitos que não foram retirados após encerramento de contas (veja no vídeo abaixo). "Estamos trabalhando para que o funcionamento dos sites seja normalizado o mais breve possível e também para o retorno do SVR. Manteremos o público informado quanto a esses desenvolvimentos e pedimos desculpas pelo transtorno?, completa a nota. Banco Central cria sistema para clientes consultarem valores a receber de bancos Sistema anunciado Segundo o Banco Central, nesta primeira fase do serviço são cerca de R$ 3,9 bilhões de valores a serem devolvidos para 24 milhões de pessoas físicas e jurídicas. Os valores decorrem de: contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível; tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o Banco Central; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; e recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados. Ao todo, o Banco Central estima que os clientes tenham a receber cerca de R$ 8 bilhões. O restante dos valore será disponibilizado no decorrer deste ano de 2022, fruto de: tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC; contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível; contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários encerradas com saldo disponível; e outras situações que impliquem em valores a devolver reconhecidas pelas instituições. Os vídeos mais assistidos do Amazonas
27 Jan 2022

Projeção para safra e exportação de soja do Brasil recua por causa da seca, diz associação do setor


Estimativa para colheita foi reduzida em 4,2 milhões, para 135,8 milhões de toneladas, abaixo do recorde do ciclo anterior. Perspectiva de exportação diminuiu de 91,1 milhões de toneladas para 86,9 milhões, segundo Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Soja Divulgação/Confederação Nacional da Agropecuária A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu em 4,2 milhões de toneladas sua projeção para a safra de soja do país em 2022, agora estimada em 135,8 milhões de toneladas e abaixo do recorde obtido na temporada anterior, em função da seca na região Sul. Com isso, a perspectiva de exportação também diminuiu de 91,1 milhões de toneladas para 86,9 milhões, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira. Já o esmagamento segue inalterado em 48 milhões de toneladas, acompanhado de aumento de 200 mil toneladas da exportação projetada para o farelo de soja para 18,3 milhões de toneladas, em meio a problemas climáticos no maior fornecedor global do subproduto, a Argentina, e ampla demanda no sudeste asiático.  Saiba mais: De animais imersos à falta de água para beber: entenda como o contraste climático afeta produtores rurais Inflação no campo: Seca e chuva aumentam custos e devem pressionar preços dos alimentos em 2022 Produtores pedem ao governo medidas emergenciais para enfrentar seca e enchentes Seca prejudica diferentes atividades rurais no Rio Grande do Sul
27 Jan 2022

Bolsonaro diz que parlamentares 'inflaram o Orçamento' e que isso o obrigou a cortar gastos

Corte somou R$ 3,18 bilhões e, em justificativa oficial, presidente apontou necessidade de ajustar despesas obrigatórias com pessoal e encargos. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (27) que precisou fazer cortes no Orçamento de 2022 porque deputados e senadores ?inflaram? as previsões de receitas previstas para este ano. Procurado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG) afirmou que o Congresso "desempenhou seu trabalho buscando atender às demandas do país ao conceber o Orçamento, que foi construído junto com o governo e ministérios." O g1 procurou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Bolsonaro sancionou, com vetos, o Orçamento de 2022. Ao todo, os vetos cortaram R$ 3,18 bilhões em despesas em áreas como pesquisas científicas, políticas públicas voltadas para indígenas e quilombolas, para reforma agrária e regularização fundiária, e para políticas de igualdade e enfrentamento à violência contra as mulheres. Bolsonaro sanciona Orçamento 2022 com cortes em áreas como educação, saúde e trabalho O presidente, entretanto, manteve no Orçamento a previsão de R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral e a reserva de R$ 1,7 bilhão para reajuste de policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Na justificativa encaminhada ao Congresso, Bolsonaro informou que os valores foram cortados a fim de ajustar o Orçamento às despesas obrigatórias de pessoal e encargos sociais. Bolsonaro falou sobre o corte no Orçamento nesta quinta-feira em conversa com apoiadores ao sair do Palácio da Alvorada. Ele reclamou de críticas que vem recebendo pela decisão. "Hoje parte da imprensa de Santa Catarina batendo em mim porque eu cortei R$ 38 milhões do orçamento em Santa Catarina. Eu cortei R$ 3 bilhões do Brasil todo. O parlamento fez um orçamento além da previsão de receita, sou obrigado a cortar?, disse o presidente. Ele acrescentou: ?Estão me esculhambando em Santa Catarina, mas a gente vai recompor ao longo do ano porque tem excesso de arrecadação. Mas é impressionante a crítica. Por que não criticou os parlamentares que inflaram o orçamento?" Reajuste Questionado sobre a declaração desta quinta de Bolsonaro, o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, Felipe Salto, afirmou que a avaliação do presidente da República não está correta. ?Ele cortou para recompor despesas de pessoal, como as próprias razões dos vetos e o comunicado do governo elucidam", afirmou Salto. No início desta semana, a Salto avaliou que os R$ 3,18 bilhões vetados podem, na prática, abrir um espaço adicional para reajustes de servidores públicos, além do R$ 1,7 bilhão, para essa finalidade, já contemplado na peça orçamentária. Outra possibilidade, de acordo com a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, seria realizar contratações para concursos em andamento. A redação sancionada por Bolsonaro já prevê R$ 1,7 bilhão para reajustes de servidores. De acordo com o Blog da Ana Flor, o presidente deixou para março a definição sobre como o dinheiro será usado. A intenção de Bolsonaro de dar reajuste apenas para policiais e agentes do Depen levou a protesto de servidores de outras áreas. VÍDEOS: notícias de política
27 Jan 2022

Setor cultural cortou mais de 900 mil vagas na primeira onda da pandemia, mostra Ipea

No terceiro trimestre de 2020, setor tinha 4,6 milhões de trabalhadores. Retomada dos eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho. A primeira onda da pandemia da Covid-19 deixou mais de 900 mil pessoas sem trabalho no setor cultural, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ao final de 2019, o setor tinha 5,5 milhões de pessoas empregadas ? 600 mil a mais do que no início de 2018. No terceiro trimestre de 2020, esse número havia se reduzido para 4,6 milhões. Brasil tem a 4ª maior taxa de desemprego do mundo, aponta ranking com 44 países Setor cultural ainda sente os impactos da pandemia; artistas cobram apoio O estudo aponta ainda que a retomada dos eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho no setor, que empregava 5 milhões de pessoas no segundo trimestre daquele ano. O levantamento usa como base informações da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios (PNAD) Contínua e apresentadas pelo Sistema de Informações e Indicadores em Cultura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Setor seguiu tendência De acordo com o levantamento, o mercado de trabalho do setor cultural seguiu uma tendência também encontrada no conjunto de pessoas ocupadas fora dele: crescimento gradual de 2018 até o primeiro trimestre de 2020, seguido por uma redução do número de pessoas ocupadas, coincidente com o período da pandemia. Do final de 2019 a meados de 2020, a população ocupada no setor não cultural passou de 89 milhões para 78 milhões. Até meados de 2021, houve uma recuperação gradual, atingindo 83 milhões de pessoas. No segundo trimestre de 2021, o setor cultural brasileiro foi responsável por 5,7% do total de vínculos do mercado de trabalho, contra 94,3% de trabalhadores do setor não cultural. Apesar de seguirem a mesma tendência, o setor cultural foi mais afetado pela pandemia: até o final de 2019, o emprego no setor crescia acima do setor não cultural ? e, quando instalada a pandemia, teve queda maior.
27 Jan 2022

Financiamentos imobiliários batem novo recorde e crescem 65% em 2021


Pela primeira vez, medição da Abecip tem valor anual que passa dos R$ 200 bilhões, mas a trajetória dos últimos meses mostra tendência de desaceleração. Casas imóveis Residencial Parque dos Girassóis IV 22-01-2021 André Santos/Prefeitura de Uberaba Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram R$ 205,4 bilhões em 2021, um novo recorde anual e alta de 65,7% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quinta-feira (27). O mês de dezembro fechou com R$ 16,7 bilhões financiados, menor número desde abril do mesmo ano. Os financiamentos vinham crescendo em volume até agosto, mas tomaram uma tendência de desaceleração desde então. Dos R$ 21 bilhões registrados naquele mês, foram quatro quedas seguidas. LEIA MAIS Crise para quem? Imóveis de altíssimo luxo nunca venderam tanto no Brasil São Paulo bate recorde histórico de venda de imóveis em meio à pandemia Com o aumento da taxa básica de juros e cenário de inflação alta, o mercado perdeu parte do ímpeto. Ainda assim, todos os meses desde março foram melhores que 11 dos meses de 2020. A única exceção foi dezembro de 2020, que até então tinha sido o melhor mês da história no setor. Inclusive, o comparativo entre dezembro de 2021 e de 2020 mostra uma queda de 4,1%. Contra o mês anterior, houve queda de 0,4%. Histórico de valores financiados no setor imobiliário Abecip/Reprodução Unidades financiadas O número absoluto de contratos teve crescimento ainda maior em relação a 2020. Foram 866,3 mil unidades financiadas no ano passado, um acréscimo de 103% ano a ano. A linha de tendência também mostra desaceleração sensível nos últimos meses. Dezembro fechou com 64,8 mil unidades financiadas, uma alta de 15,8% contra o mesmo mês de 2020. A queda em relação a novembro é de 3,6%. Histórico de unidades financiados no setor imobiliário Abecip/Reprodução Saldo da poupança Ainda segundo a Abecip, a poupança Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) terminou dezembro com captação líquida positiva de R$ 6,1 bilhões, mas tem saldo negativo de R$ 34,8 bilhões no ano. "Cabe notar que num ano de desemprego elevado, em que muitas famílias precisaram sacar suas reservas acumuladas, a saída de recursos das cadernetas correspondeu, aproximadamente, a apenas uma quarta parte dos ingressos líquidos de 2020, de R$ 125 bilhões", diz relatório da Abecip. A entidade ressalta que os saques de recursos da poupança em 2021 podem ser atribuídos aos efeitos da pandemia sobre a atividade econômica, que uniu desemprego elevado e queda da renda da população. "Em 2021, esses efeitos foram ampliados pelo avanço da inflação para a casa dos dois dígitos, bem como do aperto da política monetária e da alta de juros. Adicionalmente, a alta das cotações do petróleo no mercado global, combinada com a desvalorização cambial, agravou os demais custos da economia", prossegue o texto.
27 Jan 2022

Montadora chinesa GWM anuncia fábrica de veículos elétricos e híbridos no interior de SP


Great Wall comprou planta da antiga fábrica da Mercedez-Benz, em Iracemápolis. Investimento total será acima de R$ 10 bilhões e fábrica deve produzir linha de SUVs e picapes. Great Wall Motors anuncia fábrica de veículos híbridos e elétricos no Brasil Felipe Boldrini/EPTV A chinesa Great Wall Motors (GWM) anunciou nesta quinta-feira (27) a produção de veículos híbridos e elétricos em uma fábrica em Iracemápolis, interior de São Paulo. Será a maior operação da montadora fora da China, com capacidade produtiva de 100 mil veículos. Com uma oferta de modelos híbridos e elétricos, que ainda estão em desenvolvimento, a empresa vai fazer seu primeiro lançamento no final deste ano. A expectativa é gerar 2 mil empregos até 2025. Segundo a GWM, o objetivo é se tornar um centro de exportação para a América Latina e ajudar a desenvolver o mercado brasileiro, com tecnologia eletrificada e inteligente em seus produtos, em uma fábrica modernizada, além de estimular a indústria local de fornecedores com a nacionalização de componentes e de criar uma rede de eletropostos. Montadora chinesa anuncia instalação de fábrica de carros elétricos em Iracemápolis A GWM comprou a planta da antiga fábrica de automóveis premium da Mercedes-Benz. A venda inclui o terreno de 1,2 milhão de metros quadrados, com todos os prédios e os equipamentos de produção. A fábrica passará por uma modernização inicial até o final de 2022, que incluirá processos digitais na produção e linha de montagem inteligente. Operação no Brasil No Brasil, a GWM vai lançar uma linha de produtos que terá somente SUVs e picapes híbridos e elétricos. A escolha por esses dois segmentos foi feita para atender o desejo do consumidor brasileiro, segundo a montadora. Em 2021 houve crescimento de 26% na venda de SUVs e de 25% no segmento de picapes, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A fábrica terá sistema de produção inteligente e capacidade de produção instalada de 100 mil veículos por ano, com expectativa de faturamento anual de R$ 30 bilhões em 2025. A previsão é que o primeiro veículo produzido no Brasil seja lançado no segundo semestre de 2023. Considerada a sétima montadora mais valiosa do mundo em outubro de 2021, a GWM é líder entre os utilitários esportivos médios no mercado chinês, o maior do mundo, com o modelo Haval H6, por 11 anos seguidos. A empresa também ostenta o título de quarta maior fabricante global de picapes médias, segmento que ela lidera na China há 24 anos consecutivos, onde a montadora tem uma participação acima de 50%. Great Wall Motors anuncia fábrica de veículos híbridos e elétricos no Brasil Felipe Boldrini/EPTV Investimentos Maior empresa automotiva chinesa de capital 100% privado, a GWM investirá mais de R$ 10 bilhões na montadora no Brasil. Serão dois ciclos de investimento na fábrica em Iracemápolis: cerca de R$ 4 bilhões de 2022 a 2025 e R$ 6 bilhões entre 2026 e 2032. ?O mercado brasileiro não é apenas o líder na América Latina, mas também um dos dez maiores mercados onde a GWM inicia a produção local fora da China. O Brasil é definitivamente nosso pilar estratégico para fazer acontecer a nossa meta para 2025?, afirma Koma Li, Chief Operating Officer (COO) da GWM Brasil. A empresa informou que apoiará a cadeia brasileira de fornecedores, realizando investimentos e promovendo o desenvolvimento da indústria local. Haverá um plano para produzir peças, com o objetivo de alcançar um índice de nacionalização de 60% até 2025. A GWM Brasil também tem como meta o suporte à criação de uma rede de eletropostos com parcerias locais ou operação direta nos principais centros urbanos até 2025. GWM anuncia fábrica de veículos elétricos e híbridos no Brasil Divulgação/GWM Veículos eletrificados com alto nível de tecnologia A GWM vai oferecer tecnologia tanto com plataformas eletrificadas (híbridos, híbridos plug-in e veículos elétricos), como também plataformas inteligentes de conectividade. Os veículos com motorização híbrida vão unir sustentabilidade e o prazer de dirigir com opções de configuração que variam de 230 cv a 430 cv de potência e 410 Nm a 762 Nm de torque. Na prática, esses números se traduzem em aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora de 7,2 segundos a apenas 4,8 segundos e consumo de combustível de 75 quilômetros por litro a 208, no uso combinado do motor elétrico com o motor a combustão como apoio. Segundo a GWM, esses valores de consumo só são possíveis porque a montadora vai oferecer no Brasil o híbrido plug-in com a maior autonomia elétrica do mundo, de 200 quilômetros. Esse modelo ainda é capaz de recarregar 80% da sua bateria em apenas 30 minutos. Todos os modelos produzidos no Brasil terão recursos de conectividade e sistemas semiautônomos de segurança Nível 2 de série, além de permitir o uso do comando por voz para controlar as funções do veículo, como fechar vidros ou abrir o teto solar. Os veículos da GWM no Brasil também estarão prontos para suportar o recurso de conectividade 5G. A GWM desenvolveu o primeiro sistema de veículo híbrido do mundo que conta com a tecnologia de atualização Over The Air (OTA), que trará atualizações de software e firmware pelo ar para o carro, não só para o multimídia, mas para todo o sistema do veículo, como módulos dos motores e hardware de direção semiautônoma. Etanol como fonte de hidrogênio Outra novidade tecnológica é que a GWM já está iniciando parcerias para estudos de uso de etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível. "A GWM é a primeira empresa na China que forma parte da Comissão Internacional do Hidrogênio e tem vários projetos de pesquisa para as diferentes aplicações desse gás como elemento de propulsão. Pretendemos utilizar a unidade no Brasil como base de conhecimento na realização de acordos com universidades e centros tecnológicos brasileiros, visando desenvolver pesquisa que, por exemplo, inclua o uso do etanol como fonte de hidrogênio?, comenta Pedro Bentancourt, Chief Relations Officer (CRO) da GWM Brasil. GWM anuncia fábrica de veículos híbridos e elétricos no Brasil Divulgação/GWM Três marcas Para diversificar a atuação da montadora no Brasil, a GWM vai contar com três marcas, uma para cada linha de produtos. A Haval vai comercializar apenas SUVson-road inteligentes, a Tank contará com SUVs off-road de luxo e a Poer terá picapes inteligentes. Até 2025, no primeiro ciclo de investimento, serão lançados 10 modelos, com previsão de chegada do primeiro veículo no quarto trimestre deste ano, como importado. O primeiro veículo produzido no Brasil será lançado no segundo semestre de 2023. O lançamento no mercado brasileiro contará apenas com a próxima geração de modelos globais, que ainda não foi apresentada em nenhum mercado do mundo e já está sendo desenvolvida levando em consideração as exigências da realidade dos consumidores brasileiros. Em um segundo momento, virá a linha Ora, uma marca premium exclusivamente movida a bateria. Ela será a primeira marca pura 100% de carros elétricos no Brasil. GWM no mundo Fundada em 1984, a montadora chinesa tem atuação global, que envolve mais de 60 países, 70 mil funcionários e conta com 10 centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) espalhados por sete nações ao redor do mundo. Desde o início da operação da marca foram vendidos mais de 5 milhões de SUVs (utilitários esportivos) e 2 milhões de picapes. Em 2021, a empresa comercializou 1,28 milhão de veículos no mundo, um crescimento de 15,2% sobre o ano anterior. Para 2025, a previsão é atingir 4 milhões de veículos, sendo 85% deles Veículos de Nova Energia (eletrificados), com um faturamento estimado em US$ 95 bilhões. Para atingir esse objetivo, o investimento global acumulado em P&D em cinco anos será superior a US$ 15 bilhões. Até 2023, a equipe global de P&D dobrará das atuais 15 mil para 30 mil pessoas. Entre elas, o número de técnicos especializados em desenvolvimento de software chegará a 10 mil. VÍDEOS: Veja reportagens sobre a região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
27 Jan 2022

Evento reúne empreendedores LGBTQIAP+ para falar de negócios e oportunidades de emprego


Objetivo é gerar debates e conexões para uma população constantemente marginalizada. Esta é uma edição piloto do projeto apenas para convidados, mas no decorrer de 2022, o ?Contaí? será expandido. Raquel Virgínia, CEO da agência Nhaí!, criou o primeiro evento de empreendedores LGBTQIAP Renan Ramos O primeiro evento de empreendedores LGBTQIAP+ acontece em São Paulo, na sexta-feira (28), véspera do Dia da Visibilidade Trans. O objetivo é falar de negócios, mercado de trabalho e gerar oportunidades e conexões para uma população constantemente marginalizada. Intitulado ?Contaí?, o evento foi criado por Raquel Virgínia, CEO da agência Nhaí!, com apoio de sua equipe e de outros profissionais de diversas áreas. 'Pessoas trans têm muito a agregar nos espaços corporativos', diz empresária que luta por inclusão e diversidade nas empresas ?O Contaí é um projeto de encontro. Encontro de pessoas que geram potencias, que movimentam cenas, constroem possibilidades. Pessoas que além de superar os desafios do empreendedorismo no Brasil, precisam superar estigmas sociais. Múltiplos desafios simultâneos e ainda sim conseguem superar e continuar - verdadeiros fenômenos?, afirma Raquel. Esta é uma edição piloto do projeto apenas para convidados, mas no decorrer de 2022, o ?Contaí? será expandido e a ideia é abrir para o público com debates gravados, que também vão virar podcast. As mesas do evento contam com temas como: ?Mulheres Trans no centro dos negócios?, ?Empreendedorismo Trans: é possível?? e ?Por que as empresas precisam ter funcionários LGBTQIAP+??. Entre os participantes estão Gabriela Augusto, da Transcendemos; Luiz Pacete, editor de tecnologia e inovação da Forbes Brasil; Akin Abas, do InfoPretas; Xis Genera, coletivo de audiovisual e Maite Schneider, cofundadora do Transempregos.
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